Plano de privatização da Copa do Mundo é abandonado pela Fifa
A Fifa, presidida por Gianni Infantino, anunciou na última terça-feira, 29 de julho de 2025, o abandono do plano de permitir investimento privado na organização da Copa do Mundo. A decisão foi tomada após forte reação negativa de federações e entidades do futebol, que consideraram a proposta opaca e desalinhada com os princípios de transparência do esporte.
Uefa reforça desconfiança e aponta ‘acordo de bastidores’
A União das Associações Europeias de Futebol (Uefa) foi a principal opositora da medida, chegando a ameaçar boicotar todas as competições da Fifa caso o plano fosse adiante. Em comunicado emitido no último sábado (1º de agosto de 2026), a entidade reforçou que a postura de Infantino — que já enfrenta questionamentos sobre sua gestão — resultou na perda de confiança da família do futebol europeu. Segundo a Uefa, o processo foi marcado por ‘acordo obscuro, de bastidores e pouco transparente’.
Infantino mantém discurso de união, mas enfrenta resistência crescente
Em nota oficial, Infantino afirmou que ‘nosso objetivo sempre foi — e sempre será — unir e melhorar’, justificando o recuo como necessário para evitar divisões no futebol. No entanto, a crise de credibilidade em torno de sua liderança persiste: seu caminho, antes considerado tranquilo para a reeleição em 2027, agora enfrenta oposição aberta de setores do esporte. O episódio reforça a pressão sobre a Fifa para adotar modelos de governança mais democráticos e transparentes.




