A ofensiva visa reduzir a capacidade operacional de Teerã, em um momento de escalada das tensões regionais
O governo dos Estados Unidos intensificou, na madrugada desta terça-feira (26), sua campanha militar contra o Irã, alvejando instalações de mísseis balísticos e embarcações na região do Golfo Pérsico. Segundo fontes de inteligência citadas pela rede CBS News — parceira da BBC nos EUA.
Líder iraniano em local não revelado após ataque israelense
O alvo principal das operações não é apenas infraestrutura militar, mas também a rede de comando do regime iraniano. Fontes da inteligência norte-americana afirmam que Mojtaba Khamenei, líder supremo do Irã, permanece abrigado em local não divulgado desde o primeiro dia da guerra, quando um ataque israelense — que vitimou fatalmente seu predecessor e pai, Ali Khamenei — o feriu e interrompeu temporariamente a comunicação com seus emissários.
Negociações paralisadas pela falta de interlocutores estáveis
A impossibilidade de contato direto com Khamenei estaria adiando as tratativas entre Washington e Teerã, que buscam um cessar-fogo ou pelo menos a redução da escalada. Analistas internacionais apontam que a ausência de um interlocutor estável no topo da hierarquia iraniana aumenta o risco de ações não coordenadas por forças subnacionais aliadas ao regime, como o Hezbollah ou grupos houthis no Iêmen.
Impacto regional e resposta internacional
Os ataques ocorrem em um contexto de crescente instabilidade no Oriente Médio, com o Irã ameaçando retaliar militarmente e a Arábia Saudita reforçando sua postura de defesa. A União Europeia, por sua vez, convocou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, enquanto a Rússia e a China mantêm posições cautelosas, evitando condenar diretamente os EUA. Especialistas avaliam que a estratégia norte-americana busca desmantelar a capacidade de retaliação iraniana antes que a situação se agrave.




