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Economia

Governo Federal libera R$ 21,2 bilhões para renovação de frotas de carga e transporte

Redação
1 de maio de 2026 às 02:00
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Governo Federal libera R$ 21,2 bilhões para renovação de frotas de carga e transporte
Divulgação / Imagem Automática

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou, em cerimônia no Palácio do Planalto, a segunda fase do programa Move Brasil, destinado à modernização do transporte rodoviário no país. O novo aporte de recursos atinge a cifra impressionante de R$ 21,2 bilhões, dobrando o capital disponível na primeira etapa. O foco principal é oferecer condições de crédito facilitadas para que caminhoneiros autônomos e pequenas empresas transportadoras possam substituir veículos antigos por modelos mais eficientes e menos poluentes.

BNDES e Tesouro Nacional unem forças

A engenharia financeira do programa conta com a participação direta do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que aportará R$ 6,7 bilhões, além de outros R$ 14,5 bilhões oriundos do Tesouro Nacional. Pela primeira vez, o financiamento foi estendido também para a compra de ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários, como reboques. Essa ampliação de escopo visa revitalizar não apenas o transporte de mercadorias, mas também o sistema de mobilidade urbana em todo o território nacional.

Juros Reduzidos e Prazos Estendidos para Autônomos

Atendendo a uma cobrança direta do setor, o governo reduziu a taxa de juros do programa para 11,3% ao ano e estendeu o prazo de pagamento para até 10 anos para caminhoneiros autônomos. Além disso, o período de carência foi dobrado de seis para 12 meses, oferecendo um fôlego extra para que o profissional consiga estabilizar suas finanças antes de iniciar a quitação das parcelas. Lula destacou que os bancos públicos devem tratar “os mais pobres com a mesma agilidade reservada aos grandes grupos econômicos”.

Sustentabilidade e Reciclagem de Veículos

Um dos pilares do novo Move Brasil é o incentivo à sustentabilidade ambiental. Para ter acesso às menores taxas do mercado, o beneficiário deverá entregar seu veículo antigo para reciclagem. A ideia é retirar de circulação caminhões com décadas de uso, que possuem alto consumo de diesel e emitem grandes volumes de CO2. Ao incentivar a troca por modelos modernos, o governo espera reduzir os custos logísticos do país e melhorar a segurança nas estradas, diminuindo o número de acidentes causados por falhas mecânicas em frotas obsoletas.

Impacto na Indústria Automotiva Nacional

A expectativa do Ministério da Fazenda é que o programa gere uma onda de encomendas nas fábricas de veículos pesados, assegurando milhares de empregos no setor industrial. Representantes da Anfavea celebraram a medida, afirmando que o caminhão é o “motor invisível” da economia, transportando desde a soja para exportação até os alimentos que chegam à mesa das famílias. Com a injeção de R$ 17 bilhões via créditos extraordinários, o governo espera que o PIB do setor automotivo apresente um crescimento sólido no próximo biênio.

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