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O PROPÓSITO DA MINHA EXISTÊNCIA – Por Wilton Emiliano Pinto

Jeverson
28 de junho de 2026 às 13:09
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O PROPÓSITO DA MINHA EXISTÊNCIA – Por  Wilton Emiliano Pinto
Divulgação / ClickNews

Há muitos anos ouvi uma frase que, à primeira vista, parece simples, mas que carrega uma sabedoria capaz de atravessar gerações:

“Todo homem, antes de morrer, deve plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro.”

Durante muito tempo enxerguei essas palavras apenas pelo seu sentido literal.

Imaginava a árvore crescendo em algum quintal, o filho dando continuidade ao sobrenome da família e o livro ocupando uma prateleira qualquer.

Mas os anos passaram, os cabelos embranqueceram e a vida, com sua silenciosa pedagogia, foi me ensinando que existem significados muito mais profundos escondidos por trás dessas palavras.

 

Hoje compreendo que plantar uma árvore é muito mais do que colocar uma muda na terra.

É semear algo de bom no coração das pessoas.

É plantar a árvore do amor onde existe indiferença.

É lançar sementes de bondade em tempos de egoísmo.

É cultivar a caridade onde a necessidade bate à porta.

Algumas dessas árvores talvez nunca vejamos crescer, mas permanecerão produzindo sombra e frutos para aqueles que vierem depois de nós.

 

Ter um filho também ganhou um novo significado em minha caminhada.

Não se trata apenas da continuidade biológica da vida.

É compartilhar experiências, transmitir valores, dividir aprendizados.

É deixar um pouco daquilo que somos em alguém que segue adiante.

Cada palavra de incentivo, cada gesto de compreensão, cada ensinamento oferecido com sinceridade pode transformar-se em uma semente lançada na alma de outra pessoa.

 

Quanto ao livro, percebi que todos nós escrevemos um, mesmo sem tinta ou papel.

Cada dia vivido corresponde a uma página.

Cada escolha representa um capítulo.

Algumas páginas são iluminadas por alegrias,

outras carregam as marcas das lágrimas e das dificuldades.

No entanto, todas elas compõem a narrativa única de nossa existência.

Ao longo da vida, vamos revisando trechos dessa obra invisível.

Corrigimos erros, aprendemos com os desacertos e tentamos substituir o homem velho pelo homem novo.

A verdadeira escrita acontece nos sentimentos que cultivamos, nos exemplos que oferecemos e na maneira como enfrentamos os desafios que surgem pelo caminho.

Em muitos momentos procurei entender por que estou aqui.

Qual seria, afinal, o propósito de minha existência?

Vasculhei lembranças, examinei sonhos, procurei respostas em livros, conversas e reflexões silenciosas.

Nem sempre encontrei explicações completas.

Mas bastava observar a harmonia, que sempre esteve ao meu redor, para que algumas respostas começassem a surgir.

Quando sinto a brisa suave refrescando uma tarde quente,

quando contemplo o luar derramando sua luz sobre a escuridão da noite,

quando percebo a paz visitando meu coração sem fazer ruído, compreendo que existe uma Inteligência Maior conduzindo todas as coisas.

 

Então deixo de procurar respostas grandiosas e passo a valorizar as pequenas evidências da presença divina.

Talvez eu não tenha vindo ao mundo para realizar feitos extraordinários.

Talvez meu compromisso seja algo muito mais simples e, ao mesmo tempo, muito mais importante:

aprender a ser um pouco melhor a cada dia.

Acredito que este seja o propósito de minha atual existência:

continuar evoluindo, ainda que lentamente, junto daqueles que Deus colocou em meu caminho.

Aprender com eles, auxiliá-los quando possível e permitir que também me ensinem.

 

Hoje, olhando para os degraus já percorridos, não afirmo que encontrei todas as respostas. Ainda procuro compreender plenamente a razão de minha existência e os desígnios que me trouxeram até aqui.

Ainda carrego limitações, dúvidas e imperfeições. Contudo, sinto que algo dentro de mim amadureceu.

E quando chegar o momento do retorno à Pátria Espiritual, desejo apenas levar a certeza de que aproveitei a oportunidade recebida.

Porque, nessa altura da caminhada, já começo a sentir que voltarei melhor do que cheguei.

A vida não me pediu perfeição; pediu apenas que eu retornasse melhor do que cheguei.

 

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