Abalo de magnitude 5,1 atingiu a região de Junín, provocou desabamentos e afetou ao menos 300 famílias; autoridades ainda divergem sobre o número de feridos
Um terremoto de magnitude 5,1 atingiu a região andina do Peru na noite deste sábado (18), deixando ao menos cinco mortos e 21 feridos, segundo informações preliminares divulgadas pelas autoridades locais.
O epicentro foi localizado no distrito de Chongos Bajo, na região de Junín, aproximadamente 300 quilômetros a leste de Lima. De acordo com o Instituto Geofísico do Peru (IGP), o tremor ocorreu às 21h24 no horário local — 23h24 em Brasília —, a uma profundidade de 24 quilômetros.
Balanços oficiais apresentam divergências
Os dados sobre o número de pessoas feridas ainda não são conclusivos. O chefe da Defesa Civil peruana, general Luis Vásquez, afirmou à imprensa local que o Ministério da Saúde havia confirmado cinco mortes e 21 feridos.
“O que temos até agora são cinco mortos e 21 feridos confirmados pelo Ministério da Saúde”, declarou.
No entanto, o boletim mais recente publicado pela própria pasta contabilizava 16 pessoas feridas. As autoridades continuam atualizando as informações à medida que as equipes avançam nas áreas atingidas.
Desabamentos deixam famílias sem moradia
Embora o terremoto tenha sido classificado como de intensidade moderada, sua baixa profundidade e a vulnerabilidade estrutural de diversas construções contribuíram para ampliar os danos.
Casas desabaram, prédios e estruturas públicas foram danificados e pelo menos 300 famílias sofreram algum tipo de impacto. Parte dos moradores precisou deixar suas residências devido ao risco de novos desmoronamentos.
“Temos casas destruídas que estão sendo avaliadas, assim como casas danificadas. Há também famílias que ficaram desabrigadas”, afirmou Vásquez, segundo o jornal peruano El Comercio.
Governo mobiliza equipes de emergência
O Ministério da Saúde informou que mantém acompanhamento contínuo da situação e trabalha em conjunto com os órgãos regionais para prestar assistência às vítimas.
“A Diretoria Geral de Gestão do Risco de Desastres e Defesa Nacional em Saúde (Digerd) mantém o monitoramento permanente da emergência e coordena as ações de resposta com as autoridades sanitárias da região”, afirmou a pasta.
O Ministério do Interior também anunciou a mobilização de agentes para atuar nas operações de socorro, especialmente nas localidades onde houve desabamentos.
“Em coordenação com a Polícia Nacional, as equipes de primeiros socorros continuam realizando operações de busca e resgate, remoção de escombros, evacuação de pessoas afetadas, atendimento pré-hospitalar e apoio à população nas áreas mais impactadas”, informou o órgão em nota.




