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Rendimento médio do trabalhador bate recorde em 16 estados e supera R$ 3,7 mil pela primeira vez na história

Redação
14 de maio de 2026 às 13:36
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Rendimento médio do trabalhador bate recorde em 16 estados e supera R$ 3,7 mil pela primeira vez na história

Foto: Agência Brasil

A disparidade regional: onde o salário é três vezes maior?

 

O Brasil assistiu a um marco histórico no primeiro trimestre de 2024: pela primeira vez desde 2012, quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciou a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), o rendimento médio do trabalhador brasileiro ultrapassou a barreira dos R$ 3,7 mil. Contudo, o valor esconde uma realidade desigual. Enquanto o Distrito Federal (DF) registrou média de R$ 6.720 — valor 81% superior à média nacional —, o Maranhão, estado com o menor rendimento do país, não alcançou sequer a metade desse patamar, com R$ 2.240.

A disparidade entre as unidades federativas é tão acentuada que o salário médio no DF é exatamente três vezes maior que o do Maranhão. Santa Catarina (R$ 4.298), Paraná (R$ 4.180) e Rio Grande do Sul (R$ 4.127) também se destacam entre os estados com os maiores rendimentos, consolidando o Sul e o Centro-Oeste como as regiões mais bem remuneradas do país. Em contraste, o Nordeste, com exceção de Sergipe (R$ 3.031), ainda enfrenta patamares abaixo de R$ 3 mil, refletindo as históricas assimetrias econômicas do Brasil.

O que explica o recorde no DF e nas outras 15 unidades federativas?

No caso do Distrito Federal, o cenário é explicado por dois fatores estruturais: a concentração de empregos públicos — tradicionalmente melhor remunerados que os da iniciativa privada — e a presença de empresas de alto valor agregado, como as do setor de tecnologia e serviços especializados. O governador Ibaneis Rocha (MDB) destacou, em pronunciamento, que o recorde “é resultado de políticas públicas de valorização do servidor e do crescimento do mercado local”.

Já nas outras unidades federativas, como Santa Catarina e Paraná, a alta do rendimento médio está diretamente ligada à diversificação econômica. O estado catarinense, por exemplo, tem se destacado na indústria de transformação e na agricultura de precisão, setores que demandam mão de obra qualificada e, consequentemente, oferecem salários mais atrativos. No Paraná, a indústria automobilística e o agronegócio têm puxado a alta dos rendimentos.

Na outra ponta, estados como o Maranhão e a Bahia ainda sofrem com a baixa industrialização e a dependência de setores de baixa produtividade, como a agricultura familiar e o comércio informal. A economista Fernanda Consoni, pesquisadora do Centro de Estudos de Mercado de Trabalho (CEM), avalia que “as desigualdades regionais no Brasil não são apenas uma questão de renda, mas de oportunidades. Sem investimento em educação e infraestrutura, estados como o Maranhão continuarão a figurar entre os piores do ranking”.

Três regiões batem recorde, mas Nordeste ainda patina

A análise regional revela um Brasil dividido. O Centro-Oeste (R$ 4.379), o Sul (R$ 4.193) e o Nordeste (R$ 2.616) registraram os seus maiores rendimentos médios desde 2012. No entanto, enquanto o Nordeste — região que historicamente enfrenta os piores indicadores sociais — comemorou o recorde, o valor ainda é 37% inferior à média nacional. O Norte (R$ 2.849) e o Sudeste (R$ 4.125) não bateram recordes, mas mantiveram patamares acima da média histórica.

O Sudeste, embora não tenha batido recorde, segue como a região com a maior média de rendimentos (R$ 4.125), puxada principalmente por São Paulo e Rio de Janeiro. No entanto, a disparidade interna é enorme: enquanto o estado de São Paulo registrou média de R$ 4.800, o Espírito Santo, também no Sudeste, teve rendimento médio de R$ 3.708, abaixo da média nacional.

Desemprego cai para 6,1%, mas a qualidade dos postos é questionável

Paralelamente ao recorde nos rendimentos, o IBGE também divulgou que a taxa de desocupação no país caiu para 6,1% no primeiro trimestre de 2024, a menor desde o início da série histórica. Contudo, especialistas alertam que a melhora no mercado de trabalho não é sinônimo de qualidade. “O desemprego baixo, combinado com a alta no rendimento médio, pode indicar uma recuperação do mercado, mas também mascara a precarização do trabalho”, avalia o economista Marcelo Neri, diretor do FGV Social.

Dos 27 estados brasileiros, 12 registraram taxas de desemprego abaixo da média nacional (6,1%), com destaque para Santa Catarina (3,5%), Paraná (4,2%) e Goiás (4,8%). Em contrapartida, estados como o Amapá (9,8%) e a Bahia (10,3%) ainda enfrentam taxas elevadas, superiores à média nacional. A pesquisa do IBGE, que entrevistou 211 mil domicílios em todo o país, considera desocupada apenas quem efetivamente procurou emprego nos 30 dias anteriores à coleta de dados.

O que esperar para os próximos trimestres?

Os dados da Pnad Contínua apontam para um cenário de recuperação gradual do mercado de trabalho, impulsionado pela retomada de setores como serviços e indústria. Contudo, a manutenção dos recordes de rendimento dependerá de fatores como a inflação controlada, a continuidade dos investimentos públicos e privados e a redução das desigualdades regionais.

Para o economista José Ronaldo de Castro Souza Júnior, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), “o desafio agora é garantir que essa melhora nos indicadores não seja apenas conjuntural. A política econômica precisa focar em reduzir as assimetrias regionais, investindo em educação técnica e infraestrutura nos estados mais pobres”.

Enquanto isso, os trabalhadores do Maranhão, Piauí e Bahia seguem na expectativa de que o crescimento econômico do país, ainda que desigual, possa, em algum momento, alcançar as suas regiões.

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