A segunda vítima fatal da explosão no bairro do Jaguaré, zona oeste de São Paulo, foi confirmada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) nesta quinta-feira (14)
Francisco Albino, de 58 anos, não resistiu aos ferimentos após ser internado no Hospital Geral de Osasco. O acidente, ocorrido na segunda-feira (11), já havia ceifado a vida de Alex Sandro Fernandes Nunes, vigilante noturno de 49 anos, e deixou outra pessoa ferida, que recebeu alta hospitalar.
Obras da Sabesp e o rompimento da tubulação de gás
A explosão foi provocada após uma obra da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) atingir uma tubulação de gás da Companhia de Gás de São Paulo (Comgás), na terça-feira (11). O impacto gerou uma reação em cadeia, destruindo imóveis próximos e forçando a interdição de 27 construções. Desses, 22 necessitam de reformas estruturais, enquanto cinco foram condenados e deverão ser demolidos.
Familias desalojadas enfrentam insegurança e dificuldades
O número de imóveis interditados subiu de 20 para 27 após a identificação de novos danos estruturais e rachaduras em vistorias realizadas nos últimos dias. Enquanto 86 famílias já foram autorizadas a retornar às suas residências, outras ainda permanecem em hotéis temporários, relatando insegurança para reassumir suas vidas. “A gente não sabe se a próxima explosão vai ser na nossa casa”, declarou uma moradora que preferiu não se identificar.
Governador anuncia assistência e gabinete de crise
Em coletiva de imprensa, Tarcísio de Freitas afirmou que o governo estadual está prestando assistência psicológica e financeira às famílias das vítimas. Além disso, foi criado um gabinete de crise para coordenar as ações emergenciais e garantir o acompanhamento das vítimas. “Estamos trabalhando para minimizar os impactos e garantir que esses erros não se repitam”, declarou o governador.
Abrindo as feridas da fiscalização precária
O acidente no Jaguaré expõe falhas recorrentes na fiscalização de obras urbanas em São Paulo. Especialistas ouvidos pela ClickNews destacam a necessidade de revisão nos protocolos de segurança e uma maior integração entre as concessionárias de serviços públicos. “Obras desse tipo devem ser precedidas de estudos geotécnicos e de risco, além de fiscalização rigorosa”, afirmou o engenheiro civil Marcos Oliveira, professor da USP.




